Ata da Reunião Ordinária - 17/07/2017 - Saiba quais foram os temas tratados

Veja os principais assuntos abordados na última reunião plenária do mês de julho

 

Ata da Sessão Ordinária realizada no dia 17 (dezessete) de julho de 2017 (dois mil e dezessete). Aos 17 (dezessete) dias do mês de julho de 2017 (dois mil e dezessete) às 20:00  ( vinte horas ), na Sala de Reuniões da Câmara Municipal de Arcos realizou-se a Reunião Ordinária com a finalidade de: receber, discutir e votar Projetos de interesse do Município.

O Senhor Presidente deu abertura à Reunião observando os preceitos regimentais.

De acordo com o livro de frequência compareceram todos os vereadores.

A ata da Reunião anterior foi aprovada e assinada por todos os vereadores.

O Secretário fez a leitura das correspondências:

  1. Ofício nº 399/2017 da Prefeitura Municipal em atendimento ao ofício 16/2017 enviado pelo vereador João Paulo Teixeira da Cunha encaminha parecer anexo da Secretaria de Obras e Serviços Públicos com esclarecimentos da referida solicitação.
  2. Ofício nº 402/2017 da Prefeitura Municipal em atendimento ao ofício 17/2017 enviado pelo vereador João Paulo Teixeira da Cunha encaminha parecer anexo da Secretaria de Obras e Serviços Públicos com esclarecimentos da referida solicitação.
  3. Ofício enviado ao provedor da Santa Casa de Arcos convidando para fazer uso da Tribuna do Plenário na próxima segunda feira, dia 17 de julho, a fim de apresentar aos edis a real situação financeira da Santa Casa.
  4. Ofício/ Vereador Luiz Henrique nº 144/2017 informa que o Executivo Municipal não está respondendo seus questionamentos e solicitações de envio de documentos mesmo após o término do prazo regimental para emissão das respostas, sendo que está no uso de suas atribuições de fiscalização do cargo de vereador. Portanto o Executivo está violando vários dispositivos legais que garantem o acesso a informação da Administração Pública. Sendo assim, uma vez que o Executivo não está fornecendo informações essenciais para o exercício de sua atribuição de fiscalizar todos os atos da Administração Pública, na condição de vereador solicita que sejam tomadas as providências legais cabíveis.
  5. Ofício/ Vereador Luiz Henrique nº 145/2017 solicita que instaure Ação Civil Pública em desfavor do chefe do Executivo Municipal, tendo em vista que o mesmo é corresponsável no cancelamento da Exposição de Arcos, causando prejuízo financeiro e moral a inúmeras pessoas.
  6. Ofício/ Vereador Luiz Henrique nº 146/2017 solicita que através do setor competente enviem uma prestação de contas detalhada de todos os gastos com o desfile de aniversário da cidade, tendo em vista que os valores publicados no portal da transparência estão em desacordo com a estrutura que foi oferecida durante a realização do desfile.
  7. Ofício/ Vereador Luiz Henrique nº 147/2017 solicita que através do setor de licitações encaminhem a esta Casa legislativa cópia dos envelopes das empresas participantes das licitações para realização da Virada Cultural do Trabalhador e Desfile de Aniversário da Cidade.
  8. Ofício/ Vereador Luiz Henrique nº 148/2017 solicita que prestem os devidos esclarecimentos relacionados à Exposição Agropecuária de Arcos no que diz respeito ao seguinte: Foi exigido o projeto de disposição das barracas para posteriormente ser concedido o alvará de funcionamento destas? Foram aplicadas as disposições da referida lei, no tocante à higiene dos alimentos e mercadorias expostas à venda de acordo com a legislação sanitária?
  9. Ofício/ Vereador Luiz Henrique nº 149/2017 Encaminha Proposta de Projeto de Lei que Dispõe sobre a proibição do corte dos serviços de fornecimento de energia elétrica e água no Município de Arcos/MG e dá outras providências.
  10. Ofício/ Vereador Luiz Henrique nº 150/2017 Encaminha Proposta de Projeto de Lei que Dispõe sobre a proibição do comércio de veneno denominado “organofosforado carbamato”, conhecido por “chumbinho” em casas de produtos agrícolas, farmácias, supermercados, mercearias e similares, no Município de Arcos/MG e dá outras providências.

O Secretário fez a leitura para entrada em tramitação do Projeto de Lei nº 018/2017 de autoria do Executivo Municipal que Dispõe sobre abertura de crédito suplementar e dá outras providências.

O Secretário fez a leitura do Parecer da Comissão de Legislação, Justiça e Redação e da Comissão de Finanças, Orçamentos e Tomada de Contas sobre o Projeto de Lei de nº 008/2017, de autoria do Poder Executivo Municipal, que Dispõe sobre as Diretrizes para a Elaboração da Lei Orçamentária de 2018 e dá outras providências.

Colocado o referido Projeto de Lei com as Emendas em 2ª discussão e, não havendo manifestação, foi colocado em 2ª votação, sendo o mesmo aprovado por unanimidade com as Emendas.

Em seguida fizeram uso da Tribuna para pronunciamento sobre a Santa Casa o Provedor Urbano Luís Albuquerque de Oliveira e o Diretor Administrativo Senhor Roberto dos Reis Miranda.

O provedor da Santa Casa relatou em seu pronunciamento que estão tentando reduzir o custo da manutenção, mas o SUS é uma pequena contribuição que entra para a Santa Casa. No Brasil vários hospitais filantrópicos foram até fechadas devido a situação financeira. A Santa Casa de Arcos conta atualmente com uma dívida de um milhão e oitocentos e quinze reais, dívida esta com fornecedores, médicos e entidades financeiras, bancos. Diversas ações já foram tomadas no sentido de reduzir os custos, mas se gasta muito com encargos trabalhistas e as receitas são inferiores às despesas.

O Diretor da Santa Casa informou que a situação financeira da mesma está crítica.

Luiz Henrique disse que a cidade de Arcos conta com quatro empresas multinacionais de grande porte e várias empresas as quais os funcionários fazem uso da Santa Casa. Se acontecer algum acidente na CSN ele passa no Hospital Municipal, às vezes vai direto para o Pronto Atendimento da Santa Casa. Acha que já passou da hora que esta Casa junto com o Executivo promova uma reunião, uma conversa para elaboração de uma Lei Municipal na qual obrigue que essas empresas participem da manutenção da Santa Casa, que só o Hospital Municipal não dá conta. Falou da importância de uma audiência pública.

O diretor da Santa Casa esclareceu que depois do bloco cirúrgico estar funcionando será implantado uma UTI. Pensaram em procurar as empresas para manutenção dessa UTI, porque nem a prefeitura nem a Santa Casa tem condição de mantê-la.

Wirlei perguntou onde está o maior problema nas Santas Casas do país, se não pensaram em contratar uma consultoria para não se gastar mais do que se arrecada.

O provedor respondeu que o maior gasto é a despesa com pessoal.

Wirlei ressaltou o belo trabalho que foi feito pela Santa Casa quando a funcionária Giane esteve internada e informou que requereu junto ao Deputado Federal uma emenda parlamentar para ajudar.

O Diretor informou que o Sistema de Auditoria está mudando para atualização. Precisa contratar funcionários para atender a exigência dos conselhos de classes.

Rodrigo informou que segundo a lei um milhão e duzentos mil são repassados mensalmente à Santa Casa e perguntou sobre a continuidade do método de cirurgia que havia sido implantado com ajuda do Município no Governo anterior.

O Provedor respondeu que está aguardando proposta do Executivo.

Pedro César sugeriu remodelação e vinda de novos cirurgiões para melhorar a qualidade de atendimento ressaltando que o Município é um parceiro importante para a Santa Casa.

Eduardo parabenizou os diretores pela presença e comentou que está sempre pedindo ajuda aos deputados no tocante às Emendas Parlamentares.

Aparecida perguntou se há o telemarketing dentro da Santa Casa.

O provedor respondeu que sim, está funcionando e tem arrecadado um valor que não é muito, mas justifica ter o telemarketing.

Aparecida convidou os vereadores a estar indo buscar recursos para a Santa Casa, pois não pode fechar e tem muita gente que necessita dela.

O provedor disse que espera por Emendas Parlamentares para melhor equipar o bloco cirúrgico e pediu apoio dos vereadores.

Jamir cumprimentou os diretores pela gestão eficiente e disse que se amanhã a Santa Casa não puder se manter aberta será responsabilidade do Município e a população precisa dela.

A diretoria respondeu que com relação à Dívida que está em torno de um milhão e oitocentos e tem um projeto de um parcelamento da mesma.

Em seguida foram feitas as perguntas da plateia. Primeira pergunta: Em uma consulta particular paga à vista no ato do atendimento qual o percentual que fica para o hospital e qual fica para o médico?

O Provedor respondeu que da consulta particular o médico deixa cinquenta reais para a Santa Casa.

Segunda pergunta: Em consulta realizada pela Unimed o médico recebe posteriormente. Como o hospital é ressarcido por ter suas instalações utilizadas como consultório?

O Provedor respondeu que nos convênios não é repassado para a Santa Casa.

Terceira pergunta: por que as diárias hospitalares são tão caras para o usuário?

O Provedor respondeu que a diária de um hospital é mais cara que a de um hotel porque os produtos usados para limpeza são específicos e a vigilância cobra continuamente, pois precisa prevenir contaminação.

Quarta pergunta: as AIHs – Autorizações de Internação Hospitalar vêm diretamente para as Santas Casas ou para o Executivo Municipal?

O Provedor respondeu que elas vêm para a Santa Casa. O custo, por exemplo, de um tratamento de pneumonia hoje fica para os hospitais no valor de R$1.363,28 e o SUS passa R$582,42 e o que ficar além disso a Santa Casa tem que arcar com a despesa.

Pedro César esclareceu que o que está difícil é a transferência do Hospital São José para internação na Santa Casa, porque ela é que tem convênio com o SUS.

Em seguida foi convidado para fazer uso da Tribuna para pronunciamento o Senhor João Martins de Resende Neto Gestor de Empreendimento de Grande Porte PPP Divinópolis Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa.

O Gestor relatou em seu pronunciamento que o Córrego do Candongas dado à proximidade e ao volume que ele tem que poderia ser uma opção para suprir o déficit na demanda dos dois córregos, das Almas e da Vargem dos Britos. Então com base nisso o projeto da Copasa foi elaborado estando em fase de implementação das ações para possibilitar a efetivação da contratação das obras para implantação desse novo sistema em Arcos. São investimentos de mais sete milhões e meio no primeiro momento com previsão de conclusão dos processos em 2018.

Luiz Henrique disse que a Copasa recebeu um plano de ação criado pelo Poder Executivo como diretrizes, balizadores de operações com metas de ações e punibilidades em caso de algum dos quesitos do contrato não fossem cumpridos e perguntou como é feito o acompanhamento por parte do Executivo em cima das ações realizadas pela Copasa.

O Gestor respondeu que o acompanhamento sempre deve partir do Município e a Copasa tem que prestar conta à Agência Reguladora.

Luiz Henrique comentou que o plano municipal de saneamento básico é revisto periodicamente a cada quatro anos e perguntou se a Copasa participou dessa revisão.

O Gestor respondeu que sim, que a Copasa participou da revisão.

Jamir disse que falta melhor planejamento e gestão por parte da Copasa e cobrou mais investimentos.

O Gestor apresentou os valores investidos e em relação à ação dos poços, a situação dos mananciais hoje é pior que em 2014. A Copasa está conseguindo suprir as demandas graças à ação dos poços.

Wirlei disse que tiveram a visita de quatro representantes ligados à Copasa e as informações são as mesmas que os vereadores passaram para a população. Pede que tais informações saiam do papel, referindo-se ao reservatório do Candongas que ainda não concretizou. A população espera uma ação definitiva da Copasa.

O Gestor disse que felizmente não estão vivendo a situação como ocorreu em 2014 nesse momento por causa das ações realizadas nos poços.

Hugo disse que acha uma falta de respeito com a população de Arcos o que a Copasa tem feito, e a população cobra dos vereadores. Sugeriu que durante todo o ano seja feita a campanha e conscientização com relação ao gasto. Perguntou se os hidrômetros serão trocados.

O Gestor explicou que quando há problema com os hidrômetros deve-se procurar a Copasa para que seja feita sua avaliação e posteriormente o ressarcimento ao usuário.

João Carlos disse que ficou surpreso com os projetos apresentados e acredita que na indenização dos terrenos seja bem avaliado e deseja que a Copasa tenha sucesso.

O Gestor explicou que existe orientação legal e normativa para indenizações e a Copasa respeita a propriedade e os direitos de cada um.

Pedro César comentou sobre a promessa de haver uma nova captação no Rio Candongas por se tratar de uma distância pequena e espera que isso venha a se concretizar.

Perguntou se vai ser usada a faixa de domínio do DNIT, pois em alguns casos tem que entrar em terreno particular e se as entidades filantrópicas não podem ser beneficiadas pela Copasa, citando o caso da Santa Casa de Arcos.

O Gestor explicou que terá interferências com vários proprietários, mas procuram minimizar o máximo possível o impacto das obras.

João Paulo perguntou se com essas ações que a Copasa está fazendo, caminhão-pipa, ligamento dos poços, Arcos vai passar por falta de água este ano como nos anos anteriores.

O Gestor respondeu que estão trabalhando para não haver falta de água devido à ação dos poços que foram ligados e eventualmente alguma paralisação momentânea não significa racionamento.

Eduardo pediu que a Copasa honrasse a assinatura do contrato e disse que os vereadores são muito cobrados.

O Gestor explicou que não são promessas, são planejamentos efetivos. Agradeceu a confiança e disse que vai tomar conhecimento da situação da Santa Casa dizendo que a Copasa fica à disposição.

Geraldo Adriano perguntou se há projeto da Copasa com a Secretaria do Meio Ambiente na cidade.

O Gestor respondeu que não tem projetos ligados diretamente à Secretaria do Meio Ambiente. A Copasa tem um programa no âmbito do Estado, já está em implantação que é o Pró-Mananciais que trata exclusivamente das questões de preservação, plantio, cercamento de nascentes para dar condições de captar e ter água. É um assunto extremamente importante para a Copasa podendo trazer informações em outra futura reunião específica.

Rodrigo perguntou o motivo da atual falta de água em alguns bairros.

O Gestor respondeu que não podem dar a garantia que não vai faltar, mas estão trabalhando para que não falte.

Em seguida foram feitas as perguntas da plateia: por que desde 1977 ou 1978 na gestão de Paulo Marques não foi feito um estudo prevendo o crescimento de Arcos, não pensaram em dimensionar a estrutura de captação e tratamento para três vezes ou mais? Quanto aos poços artesianos, não existe preocupação quanto a comprometer o lençol freático e reservas de água no futuro?

O Gestor respondeu que com relação à captação superficial dos poços, não tem orientação para não utilização de que pudesse vir a prejudicar. A questão da preservação e continuidade desse abastecimento está muito ligada também à questão de preservação e essas ações são feitas continuamente. A partir do momento que a captação do Córrego das Almas volte a ter a sua vasão normal de operação os poços saem de operação esses poços normalmente a orientação é não usar a capacidade completa. A busca da alternativa de captação do Candongas vem complementar a captação do Córrego das almas e Vargem dos Britos.

Luiz Henrique disse que com certeza a empresa tem um estudo dos bairros onde há mais falta de água no Município. Perguntou se a Copasa recebeu alguma multa ou sofreu alguma penalidade após a celebração do TAC junto ao Poder Executivo, devido à continuação de ocorrência de falta de água em bairros periféricos. Perguntou qual o prognóstico para os próximos dez anos porque estão sendo abertos inúmeros projetos imobiliários na cidade e o que foi explanado foram ações emergenciais e o Município vai continuar crescendo, é um dos mais progressistas da Região Centro-Oeste.

O Gestor respondeu que não tem informação sobre multas, o que tem são ações na Justiça que são pontuais e a Copasa tem se defendido. Em relação ao cumprimento dos prazos tanto do contrato de programa quanto relativos ao plano essas ações apresentadas aqui estão respondendo, estão nesses prazos. Em relação à questão do crescimento da cidade essa ampliação da captação do Candongas, com os dados que a Copasa tem e acompanhamentos anuais que são feitos da projeção populacional irá atender a demanda da cidade de Arcos até o ano de 2042, sendo essa projeção revista a cada ano. Não há atendimento específico de bairros, mas existe monitoramento de áreas mais sensíveis de ocorrer falta de água.

João Carlos perguntou se mesmo havendo as indenizações a obra da ampliação da captação do Candongas está prevista para 2018.

O Gestor respondeu que sim.

Aparecida perguntou com relação à água que corre na cabeceira da Sanitária no fundo do Bairro Sion se não poderia ser aproveitada e se isso pode ser feito dentro da legalidade.

O Gestor respondeu que há limitação por causa da qualidade e quantidade da água.

Jamir espera que tudo seja esclarecido e cobrou uma gestão melhor da Copasa.

O Gestor respondeu que fica à disposição para esclarecimentos, citou o Córrego das Almas onde foi reconstruída a barragem que lá existia, uma ampliação quase dobrando a capacidade de armazenamento. O que acontece é que de 2014 para 2017 teve uma situação que surpreendeu não só na região de Arcos.

Jamir discordou dizendo que a não é uma barragem coerente com o porte de uma empresa como a Copasa.

O Gestor comentou que pretendem fazer conscientização para a população quanto ao consumo.

Pedro César lamenta a situação da Lagoa das Piranhas que reduziu a um terço de sua capacidade e acha que a Copasa devia ser uma parceira na sua preservação.

O Gestor disse que todas as ações que envolvem preservação de nascentes dizem respeito à Copasa

 

Palavra Franca

Luiz Henrique apresentou questionamentos sobre o cancelamento da Exposição Agropecuária. Esclareceu que no documento do Corpo de Bombeiros consta o nome da Prefeitura Municipal como organizadora e realizadora do evento. O Poder Executivo ainda não se posicionou em relação a essa situação. Quem assina o recebimento do documento oficial, quem levou o documento no nome da Prefeitura até o Corpo de Bombeiros solicitando o alvará para Exposição Agropecuária de Arcos é o signatário do dia trinta de junho que é o Senhor Daniel José Dias, filho do organizador da Exposição. O Daniel não é funcionário público. Não é funcionário da Prefeitura, então não poderia assinar, teria que ser um funcionário da Prefeitura. A empresa que organizaria o evento Exposição Agropecuária é de propriedade do Senhor Wanderson Dias que foi um doador de campanha do Denilson Teixeira. Então já temos um vínculo anterior ao princípio do mandato. No referido documento já estava bem claro que o Corpo de Bombeiros iria interditar a festa se ela se iniciasse, então ele tinha ciência total que a festa não poderia acontecer em hipótese nenhuma. O que passou a acontecer a partir deste momento foram crimes em sequência. Tem aqui o nobre vereador João Paulo que como vereador, mas também no momento da festa ele estava como barraqueiro da festa, foi lesado por um estelionato. Foi vendida a ele uma coisa que não poderia acontecer. Agora quem denunciou, não vem ao caso. O crime aconteceu a partir do dia trinta de junho. Montou a exposição, as barracas, liberou o parque, liberou tudo e veio cantor, isso tudo foram crimes em sequência. Questionou se a Prefeitura Municipal sabia que o projeto do Corpo de Bombeiros estava no nome da Prefeitura ou o organizador do evento usou o nome da Prefeitura para obter vantagem? Seguindo a sequência normal de liberação de alvará o bombeiro libera o alvará da festa, alvará sanitário, alvará das barracas quem libera não é o bombeiro, é a Prefeitura. Alvará sanitário, os outros alvarás são posteriores ao alvará do Bombeiro porque não adianta liberar o alvará sanitário se o bombeiro não liberou a festa. Então se a prefeitura liberou o alvará para o funcionamento das barracas ela tinha conhecimento que a festa foi organizada no nome dela. Porque ela tinha que ter acesso ao documento do bombeiro. Se ela liberou o alvará sanitário, funcionamento das barracas e leu o documento dizendo que a festa estava interditada, cancelada, a prefeitura também é coparticipante do fato do estelionato contra os barraqueiros. Ou então o organizador do evento se apropriou dos documentos e foi para os Bombeiros. Foi liberar a Exposição Agropecuária de Arcos que vai ser organizada pela Prefeitura porque se for organizada pela Prefeitura não se paga a taxa de mil seiscentos e oitenta reais, diferente de quando a festa é privada. Se a festa é privada, o bombeiro para liberar o alvará cobra, se a festa é Municipal ou Estadual o bombeiro não cobra o alvará. A Prefeitura Municipal ao apoiar um evento se preocupa com o uso da logomarca, sabe onde vai ser usada? Ao liberar o alvará, não questionou se existia o alvará dos bombeiros? O Poder Executivo ainda não se posicionou para responder essas questões. A Prefeitura Municipal irá punir juntamente a Organizadora do evento quem usou os documentos municipais sem autorização prévia? Então vai juntar Sindicato Rural, Prefeitura Municipal, eles vão punir judicialmente o Senhor Wanderson e seu filho? Quem irá responder pelo crime de estelionato? Quem vai pagar os prejuízos dos barraqueiros? Vieram pessoas de fora que perderam tudo. Quem vai arcar com esse prejuízo? Prefeitura, que está com nome no documento oficial como organizador? Sindicato Rural que é o proprietário do evento ou o serviço terceirizado que é do Senhor Wanderson? O vereador fez uma denúncia ao Ministério Público pois a ele cabe investigar a culpabilidade. E para terminar os funcionários públicos, Secretários de Governo que têm como função auxiliar diretamente ao Prefeito, ninguém se ateve na ideia. No documento dos bombeiros está muito claro, os apoiadores e organizadores do evento, se fizerem a festa, vão responder civil, criminalmente e administrativamente. Depois que for feita a investigação do Ministério Público se ele acatar a denúncia do vereador, moralmente, sabe-se que houve o ilícito, moralmente essa empresa que estava organizando o evento, que usou documentos públicos, que fraudou, que teve o ato de estelionato, contra os barraqueiros, contra o dono da boate, contra o dono do parquinho de diversões, acha que ela deve ser proibida de participar das licitações do Município, principalmente para montagem de eventos. Essa empresa que causou prejuízo aos barraqueiros, dono da boate e ao parquinho de diversões foi a mesma empresa que montou o desfile do Aniversário da cidade ontem. Por isso que quando o Secretário leu os ofícios do vereador foram todos em sequencia de acordo com suas solicitações. Solicitou os envelopes utilizados na licitação da Virada Cultural os envelopes utilizados para a Festa de ontem, montagem da estrutura, aluguel de cadeiras, são as mesmas empresas. Cabe ao Ministério Público investigar. Se tivesse votado o Patrocínio, cinquenta mil reais seriam jogados pelo ralo porque ninguém se responsabiliza pela Festa. Estando envolvido no assunto o Governo Municipal cabe a esta Casa investigar o ocorrido.

Wirlei comentou sobre o cancelamento da Exposição Agropecuária destacando a honestidade e empenho do Presidente do Sindicato Rural senhor José Vilela e lamentando a situação dos barraqueiros para os quais espera que se encontre uma solução positiva. Destacou a necessidade da aprovação do Corpo de Bombeiros nas realizações dos eventos.

Recebeu em sua casa o Deputado Antônio Carlos Arantes e destacou o trabalho feito pelos vereadores nos bastidores, comentando sobre a cobertura das arquibancadas do Ypiranga e Associação. Informou também que recursos serão enviados ao Município para iluminação de campos de futebol.

Pedro César perguntou se o Ypiranga não estava impedido de receber convênio.

Wirlei respondeu que a documentação foi repassada aos clubes e seu compromisso era somente colocar iluminação naquele campo.

Rodrigo deixou registrados os seus sentimentos pelo falecimento do Jader Pimentel. Informou que esteve com a Aline, diretora do Hospital São José e que ela relatou que está tomando providências para melhorar o atendimento. Lamentou o ocorrido na Exposição. Cobrou do Executivo que dê manutenção nas pinturas feitas na cidade. Destacou a importância de se cuidar do meio ambiente.

Eduardo ressaltou sobre o assunto da Exposição e disse que este ano o Senhor José Vilela se dedicou muito e acredita que ele buscará a melhor forma possível para resolver o problema. Agradeceu a presença do Senhor Urbano e Senhor Roberto que falaram sobre a Santa Casa e também aos representantes da Copasa na pessoa do Senhor João Martins. Agradeceu  ao Secretário de Obras por ter passado a máquina na estrada do Candongas e Paineiras e pelo início dos trabalhos na Praça do Vivi, recapeamento em parte da Praça. Parabenizou o Executivo pelo desfile cultural em comemoração ao Aniversário da cidade.

João Carlos ressaltou que ficou feliz pelo Executivo ter arrumado a estrada das Paineiras. Parabenizou o Executivo pela realização de um desfile diferente no Aniversário da cidade. Disse que gostou do que foi apresentado pelo representante da Copasa e que espera que realmente seja realizado.

Pedro César ressaltou que em relação às comemorações do Aniversário da cidade é lamentável que o Executivo tenha se esquecido que também é o Dia da Padroeira da Cidade “Nossa Senhora do Carmo” e que foi preciso várias intervenções durante o desfile para que citassem o nome da Padroeira. Considerou lamentável e cômica a situação da Exposição Agropecuária, se referindo a postagens no Facebook de que haveria Exposição em setembro, com apoio do Judiciário, Câmara, Prefeitura expondo estas entidades ao ridículo.

Jamir deixou registrado que lamenta o ocorrido com a Expô Arcos. Disse que durante sua gestão como Presidente do Sindicato em dois mil e seis a dois mil e nove, foi um mandato de grandes eventos e sucesso, ressaltou que conhece o Senhor José Vilela e que é uma pessoa muito responsável. Lembrou que sugeriu uma emenda no projeto de patrocínios, para ter a necessidade de laudo do Corpo de Bombeiros antes da Prefeitura conceder alvarás, que é muito importante esse laudo diante do que aconteceu na Exposição.

Encerrando a Palavra Franca, o Senhor Presidente parabenizou o Executivo pelo Desfile Cultural, que teve a participação da população, foi um evento diferente, e que valorizou várias entidades que participaram. Ressaltou que considera lamentável o que aconteceu na Exposição, mas que não cabe a ele apontar culpados. Frisou o esforço do Senhor José Vilela e de toda a diretoria para que a Exposição fosse realizada, mas infelizmente não aconteceu devido a irregularidades perante o Corpo de Bombeiros. Disse que acompanha o trabalho do Senhor José Vilela e sabe que ele é uma pessoa séria e honesta, e que inclusive fez várias reformas no Parque. Registrou e lamentou o falecimento do Senhor Jader Pimentel, filho da Senhora Marli Pimentel, ex-Servidora Pública Municipal.